À espera de reforços, Mancini diz que atletas podem chegar até o fim da semana

Até o momento, apenas quatro novos jogadores foram contratados, e Mancini tem que usar a base do ano passado.

o jogo-treino contra o Atlântico, nesta sexta-feira, e posteriormente na estreia oficial da temporada, na terça, contra o Globo-RN, pela Copa do Nordeste, o técnico Vagner Mancini vai montar o Vitória com a base da equipe que brigou para não cair até a última rodada da Série A do ano passado. É que, até o momento, desembarcaram na Toca do Leão apenas quatro jogadores novos: Lucas, Bryan, Lucas Marques e Denílson.

Se, por um lado, o treinador rubro-negro enaltece o fato de ter uma base para iniciar a temporada, por outro, ele tem plena consciência de que o clube precisa se reforçar. E isso pode acontecer até o final da semana, como revelou Mancini em entrevista coletiva concedida na manhã desta quinta-feira, logo após comandar um treinamento tático.

– Temos até a possibilidade de mais alguns atletas chegando até o final de semana. Mas assim, em temos de diferença, hoje tenho um time, talvez a maior base, em termos de percentual do que eu tive nos outros anos, que é a manutenção de pelo menos nove jogadores que vieram de 2017, o que significa para mim, em termos táticos, a gente não parte do zero. É duro quando inicia uma temporada tendo que fazer toda a parte tática de novo ou refazer a parte tática. Pelo menos a gente já tem atletas que já estão acostumados a fazer, com alguns chegando, por exemplo, Lucas e Bryan vieram de times fortes, o Denílson também veio de time forte. Isso significa que você não vai pegar um atleta sem lastro, o que dentro de campo pode significar para a gente um ganho de parte tática, de parte técnica. Tudo isso faz com que eu esteja mais satisfeito esse ano do que em anos anteriores. O que não quer dizer que eu não queira mais jogadores. Já tive um papo com a diretoria da necessidade de mais atletas chegarem – afirmou.

O time que enfrenta o Atlântico está definido: Fernando Miguel; Lucas, Kanu, Wallace e Bryan; Uillian Correia, Fillipe Soutto, Yago e Denílson; Neilton e Kieza. Por motivos pessoais, o atacante Tréllez terá que viajar até a Colômbia, por isso Denílson assumirá a vaga.

Esse jogo-treino será um teste importante para o elenco, como explica Mancini.

– Vamos usar o jogo do Atlântico exatamente para isso. Para que o time possa ter um jogo antes da estreia. Não sei se vou contar com Tréllez, porque talvez tenha que ir à Colômbia rapidamente por ordem pessoal, mas é o time que deve inicia para o jogo de terça, diante do Globo-RN – disse.

Confira outros trechos da coletiva de Mancini.

ESTREIAS
– Lucas e o Bryan. O Juninho tomou uma pancada ontem no nariz, então ele é dúvida ainda para o jogo. A princípio, a gente estreia com os dois laterais novos. Usando Lucas na direita, e o Bryan na esquerda. Existe a possibilidade do Denílson entrar jogando. Então ficaria fora só o Lucas Marques, que está um pouquinho atrasado em termos físicos em relação ao grupo. Importante que você tenha caras nova. Tenho certeza também que outros atletas vão chegar, possivelmente até ainda esta semana, mas que a gente tenha uma base, que aquele time que acabou o ano de 2017 possa render mais esse ano, que o fato de a gente estar na pré-temporada signifique para o time um ganho, que quando a gente chegar lá na frente, no Brasileiro, a gente tenha uma equipe que jogue muito mais intensa, que seja um time muito mais organizado, muito mais equilibrado, que tome poucos gols, que possa sair rápido no contra-ataque, que foi a equipe que a gente viu jogar no segundo semestre.

SUBSTITUTO DAVID
– Achar um jogador igual ao David vai ser difícil porque o mercado não tem. Aqui no Vitória, menos ainda, porque a gente vive uma situação de ter vendido o atleta que se destacou. A entrada do Kieza faz com que a gente ganhe em alguns outros aspectos. É um atleta mais acostumado à finalização. Lógico que não tem a força e a velocidade do David, mas é um atleta que nos dá ganho nesse sentido. Quando você perde um jogador muito rápido, de muita força, você tem que armar sua equipe de modo diferente. Não adianta a gente dar a bola para o Kieza ou para o Denílson ou pra quem quer que esteja ali, e exigir que ele faça aquilo o que o David fazia.

TRELLEZ
– Ele vai até a Colômbia por ordem pessoal. Não tem nada além disso. Não tem nada de futebol envolvido. Ele realmente tem que ir às pressas. Volta no domingo de manhã e vai estar em campo na terça-feira. É um atleta diferenciado. Sabe da importância que tem. Ele falou comigo, falou com Damiani, explicou a situação. Não vou abrir aqui porque é de ordem pessoal.

LUCAS MARQUES
– O Lucas foi meu atleta da Chape, ele chegou vindo do Internacional, ele foi da base do Internacional, então é um atleta bem formado em termos técnicos e táticos. Ele chegou na Chapecoense também em uma situação em que ele havia vindo do Inter e era ainda desconhecido por parte de todos e fez um excelente ano na Chapecoense, evoluiu muito enquanto eu estava lá. Jogou pouco comigo, mas quando, diante da nossa situação aqui, a gente entendia que necessitava de um atleta que fizesse primeiro e segundo homem de meio-campo enquanto o Willian Farias passasse pela fase de recuperação da cirurgia, a gente entendeu que ele seria o homem ideal para esse momento. É um cara técnico, que sabe bater na bola, que tem uma boa noção tática, que eu tenho certeza de que, com o passar do tempo aqui, a torcida e a imprensa de Salvador vão ver que se trata de um atleta muito bem formado, ainda jovem, mas que, com certeza, vai ajudar o Vitória.

TIME DO JOGO-TREINO
– O time está na ponta da língua, sim, até porque eu não tenho tantas opções ainda. Foi o primeiro início de ano com um elenco bem reduzido. Você vê que hoje nós tínhamos 20 atletas, mas alguns até voltando ou chegando agora ao clube, um ou outro ainda defasado em termos de grupo, em termos de físico e técnico, mas enfim, acho que é importante quando você vira o ano e já tem uma base, porque o início do zero é sempre mais difícil. Eu espero sinceramente que outros atletas cheguem, porque ao mesmo tempo que eu entendo a situação, que nós tivemos uma eleição em dezembro, que tudo ficou um pouco atrasado e que a situação financeira do clube também hoje é estável, mas não para grandes contratações, faz com que a gente tenha que ter uma base. Quando eu vi o cenário, eu pedi que a base fosse mantida para que as coisas ainda não ficassem mais difíceis. A partir do momento que eu tenho uma base e tenho um time para sair jogando, não significa que a gente não está indo atrás de outros atletas, mas significa que a gente não parte do zero. Nós vamos iniciar jogando terça-feira, depois iniciamos o Baiano no domingo. O time base é o time que encerrou o ano, com uma ou outra chegada. Eu já adiantei aqui que os dois laterais serão novos, o Lucas de um lado e o Bryan do outro. Possivelmente o Denílson entre na vaga do Tréllez. Agora, o restante do time é o time que todo mundo já sabe, até porque eu não tenho como mexer muito agora. Vamos iniciar dessa forma. Eu espero que o Vitória tenha um grande ano, não só porque eu tenho um grupo de jogadores, e aqueles que ficaram eram realmente os mais comprometidos, como também aqueles que vão chegar. Eu estou muito confiante que até o final de semana a gente tenha novidades para que a torcida possa confiar mais no time e realmente jogar junto com a gente em 2018 porque é importante essa relação bem feita com o nosso torcedor pra que tudo flua como a gente está pensando.

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