Nova técnica cirúrgica beneficia pacientes com limitação física e dor no ombro

Ao fundo, o ortopedista Felipe Porciúncula e Ronaldo Gomes (residente da Ortopedia), Natalia Araújo (residente da Anestesiologia), o anestesiologista Ricardo Pires e o ortopedista Hélio Ribeiro. Ao lado, a prótese reversa implantada.

Uma mulher de 66 anos conviveu durante anos com uma companhia indesejável: uma persistente dor no ombro, que limitava ações simples como escovar dentes, pentear os cabelos ou pegar objetos. Ela se viu livre do problema ao submeter-se ao procedimento conhecido como artroplastia reversa do ombro.
Conforme explicam os ortopedistas e traumatologistas Hélio Ribeiro Filho e Felipe Porciúncula, a artropatia do manguito rotador, como a patologia é conhecida, afeta os tendões do ombro, sendo geralmente è associada à artrose na mesma região. “A técnica também pode ser utilizada em pacientes com seqüelas de fraturas no ombro”, acrescentou Porciúncula.
Ainda segundo Felipe Porciúncula, até recentemente os portadores do problema podiam recorrer a dois procedimentos convencionais que, dependendo do caso, poderia ou não apresentar o resultado desejado.
Para tratar lesões de grande predominância nos tendões do ombro, a primeira opção dos médicos era a artroscopia por vídeo, cirurgia menos invasiva que durante anos foi a melhor alternativa para resolver o problema. Os pacientes que não apresentassem bons resultados poderiam ser submetidos ainda a outro procedimento, no caso o implante da prótese CTA.
Diante da baixa resolutividade das duas técnicas (apenas 20% dos casos), médicos pesquisadores franceses estudaram a estrutura do manguito rotador a fundo e chegaram à prótese reversa, de titânio (em substituição à de aço inoxidável). A nova técnica subiu esse percentual para 70%.
“A prótese reversa muda o centro de rotação do ombro, melhorando a força do músculo detóide e permitindo que o paciente volte a ter uma vida normal”, explicou Hélio Ribeiro Filho, que em 2007 participou do primeiro evento internacional que trouxe a técnica ao Brasil. No ano seguinte a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a realização do procedimento no País.
“É uma técnica que exige perícia e precisão, daí à necessidade de qualificação e experiência”, acentuou Hélio Ribeiro após o procedimento no Centro Cirúrgico da Santa Casa de Maceió. Por enquanto, apenas as operadoras de planos de saúde cobrem a artroplastia reversa do ombro.

Fonte: Ascom Santa Casa

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