As informações apontam que o investigador da PC tentou conversar com Orlando sendo atingido, repetidamente, por vários socos e pontapés.


Equipes da 1ª da Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/ Feira de Santana) estão à procura do advogado Orlando Freire de Assis, 29 anos, acusado de agredir e tentar matar o policial civil Sérgio Roberto Souza Oliveira, em Feira de Santana. A Justiça acatou o pedido de mandado de prisão preventiva contra ele, que aparece nas imagens de câmeras de segurança de um estabelecimento comercial, agredindo o investigador e atirando em outro homem que tentou contê-lo.

A prisão preventiva foi decretada pela Juíza Márcia Simões Costa, titular da Vara do Júri de Feira de Santana, e a foto dele foi divulgada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).

De acordo com a delegada Bianca Torres, até o momento a polícia estava aguardando o advogado e a companheira se apresentarem na delegacia, o que não aconteceu. “Agora o trabalho da polícia é encontrá-lo, pois ele está na condição de foragido. Com o mandado de prisão preventiva, em qualquer lugar que ele se encontre, será preso”, afirmou.

A delegada disse ainda ao Acorda Cidade que tomou os termos de declaração do policial civil Sérgio Roberto Souza Oliveira, que está internado no Hospital Emec, e que ele está bastante lesionado.  

Na noite do último domingo (10), conforme relato da SSP, Orlando se envolveu em uma discussão com a vítima dentro do espaço de um evento e o agrediu, sendo separados por amigos. Mais tarde, o advogado voltou a se envolver em outra briga, com um homem ainda não identificado, e foi expulso da festa, segundo informou a Secretaria de Segurança Pública.

As informações apontam que o investigador da PC tentou conversar com Orlando sendo atingido, repetidamente, por vários socos e pontapés violentos, até ficar desacordado. Orlando pegou a arma e disparou contra uma testemunha que tentou ajudar. “Ele também disparou contra a cabeça da vítima, mas a arma falhou”, revelou o coordenador da 1ª Coorpin, Roberto da Silva Leal.

Antecedentes

O acusado já tinha antecedente criminal, em 2007, por agressão. “Ele responderá por duas tentativas de homicídio, contra a vítima e a testemunha que tentou separar a briga, e por porte ilegal de arma de fogo”, esclareceu o delegado.

Seis testemunhas do caso já foram ouvidas e deram detalhes da ocorrência, incluindo o policial que encontra-se hospitalizado e com muitos hematomas decorrentes do ataque.

As diligências continuam e qualquer informação que possa contribuir com a prisão do procurado pode ser transmitida através do Disque Denúncia (3235-000 e 181).

Do Acorda Cidade