Leão dominou a posse de bola, mas não conseguiu fazer mais que um go

Duelo foi o primeiro do Leão sob o comando do técnico Marcelo Chamusca


Tudo bem, não foi das exibições mais vistosas no Barradão. Mas, pelo menos, o Vitória do técnico Marcelo Chamusca venceu na estreia do time principal na temporada – e isso é muito importante.

A vítima desta quinta-feira (24) foi o Vitória da Conquista, pelo placar de 1×0, pelo Campeonato Baiano. Foi o primeiro triunfo em casa do Leão desde o dia 9 de setembro, quando bateu o Vasco pela Série A. Eram oito partidas de jejum.

O gol decisivo foi bem à cara da partida: contra, aos 41 minutos do primeiro tempo, com o lateral direito do Bode Diego Baiano marcando sem querer na própria meta.

Ao final, valeu pelo resultado. Foi nítida a falta de ritmo dos jogadores e de entrosamento. Afinal, os seis reforços estrearam: Thales, Edcarlos, Leandro Vilela, Wesley Dias, Ruy e Andrigo.

No domingo (27), o Leão volta a campo, pela segunda rodada do Campeonato Baiano. Enfrentará o Jacobina, às 16h, fora de casa.

Começou

O lado bom foi que a defesa do Vitória, formada pela dupla de estreantes Edcarlos e Thales, mostrou segurança. O meio, com mais jogadores de armação do que em 2018, apresentou uma boa movimentação de bola, sobretudo com o estreante Ruy.

O lado ruim: o rubro-negro mostrou enorme dificuldade de furar o bloqueio do retrancado Conquista. Tal qual um filme reprisado de 2018, Léo Ceará pouco foi acionado em condições claras de marcar.

Por isso mesmo, o duelo teve um ar monótono, por vezes dando sono, com domínio de bola pouco produtivo  do rubro-negro.

A melhor chance da etapa inicial foi aos quatro minutos. Ruy fez um lindo lançamento por cobertura para Andrigo, que na área, chutou cruzado para a defesa de Geovane.

Aos 27, Yago pegou sobra e experimentou da entrada da área para defesa de Geovane. Aos 34, outro belo lançamento de Ruy pelo alto, que achou Arroyo na área. O lateral chutou cruzado e o goleiro do Bode mais uma vez afastou.

O camisa 10 rubro-negro, Ruy, foi mesmo o destaque do jogo. Ele ajudou mesmo sem querer: aos 41, cobrou escanteio fechado no miolo da zaga. Depois de uma confusão, a bola sobrou para Yago, que chutou. Geovane desviou, a bola bateu em Diego Baiano e entrou. Gol contra.

Cadê o gol?

No ano passado, o Vitória ficou marcado por vencer quase sempre por 1×0. Dos nove triunfos em toda a Série A, sete foram por este placar.

A equipe principal do Leão teve a oportunidade de estrear na temporada afastando esse ‘fantasma’. Teve a etapa final inteira para isso. Ainda assim, não conseguiu.

E olha que algumas chances até apareceram. O Bode, naturalmente, cansou no segundo tempo e aliviou a marcação retrancada. Com qualidade o Leão achou espaços.

Aos nove, Léo Ceará recebeu na entrada da área, girou e chutou para fora, mas perto da trave. Aos 24, Luan Ferreira, que havia acabado de entrar, fez um belo passe por elevação novamente para Léo Ceará, que finalizou na rede pelo lado de fora.

O que mais preocupou na etapa final foram as ameaças de lesão. A primeira de Andrigo, que aos quatro minutos pediu para ser substituído reclamando de muitas dores na perna esquerda.

Mais tarde, aos 27, foi a vez de outro reforço para a temporada pedir para ser trocado por conta de dores: o volante Wesley Dias. Aparentemente, cãimbras.

Nos minutos finais, o Leão cozinhou bastante a partida. Só aos 41 apareceu um lance de perigo, com Yago chutando na trave. Pelo visto, não era mesmo para a sequência de 1×0 acabar ontem. Quem sabe no domingo, então.

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